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Reminiscência Urbanística

Sex, 06 de Maio de 2011 00:00 | PostAuthorIcon Autor: José Luiz Capp | PDF Imprimir E-mail
Memórias da Cidade
Os moradores mais antigos do nosso município sabem que na década de 40 já tínhamos um grande conjunto residencial urbanizado em Osasco. Estilo “americanizado”.

Sim, numa época em que ainda eramos um esquecido subdistrito da capital. As demais regiões de Osasco, inclusive a central, sequer contavam ainda com redes de abastecimento de água e coleta de esgoto. Água? somente de poço! Esgoto? correndo a céu aberto na frente da maiioria das residências.

E o grande conjunto residencial a que nos referimos já contava com esses benefícios e mais,como veremos mais adiante. Ele ainda existe na cidade. Naturalmente não mais com as suas características iniciais.
Trata-se do IAPI como era e ainda é conhecido na cidade. No bairro do Jardim Piratininga como todos sabemos. Atraia muitos visitantes, principalmente nos fins de semana como passeio dos osasquenses e de moradores de cidades vizinhas.

Em 1948, quando foram entregues as primeiras casas residenciais de 2 e 3 dormitórios ele se destacava na região com as seguintes características urbanísticas: infra e superestruturas constituídas de ruas bem planejadas, guias, sarjetas, calçadas cimentadas, jardins gramados fronteiriços às residências com plantas ornamentais, árvores plantadas ao longo das ruas, praças arborizadas, iluminação pública, ótimo sistema de drenagem para captação e escoamento de águas pluviais, redes de abastecimento de água e coleta de esgoto. Tudo isso conservado e mantido por funcionários daquela autarquia. Verdadeiro oásis do então subdistrito que aguardava o grande momento de rompimento dos grilhões que o prendia e o submetia à capital: a tão ansiada autonomia!

Inicialmente e por algum tempo essas casas foram alugadas aos industriários pelo então Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Industriários, o IAPI. Mais tarde as casas foram vendidas aos seus ocupantes. A preços bem acessíveis e com a compensação dos aluguéis pagos anteriormente, se não me engano.

Na época o conjunto era considerado um tanto longínquo. Não havendo transporte coletivo urbano, seus moradores tinham que se servir de bicicletas – as “magrelas” como eram chamadas então – para seus deslocamentos: trabalho, estudo, passeios, etc.

Deslocamentos esses obstaculizados por duas travessias: a do canal de retificação do Rio Tietê sobre uma ponte de madeira de uma só mão e mais adiante as linhas ferroviárias da então Estrada de Ferro Sorocabana na altura da hoje existente Avenida Marechal Rondon.

A travessia da linha de trem era feita por pedestres e pessoas carregando suas bicicletas em uma curva de alta periculosidade. Certa feita, no horário de almoço, presenciei uma cena muito triste: duas bicicletas atiradas no ar, dois corpos atirados no chão,ao lado da linha férrea e um trem de passageiros parando um pouco mais adiante…

Não havia viadutos nem pontes no subdistrito. Travessias para pedestres e veículos só em nível com os riscos que elas traziam.

Como seria benéfico se pudessemos desenvolver nos dias de hoje a cultura de que é o pedestre e não o veículo que deve ser privilegiado nas travessias. Pensemos nisso, talvez iniciando pelas escolas…

Como tudo poderia ser diferente para melhor se nos uníssemos mais como fazemos como torcedores dos nossos clubes em disputas esportivas, principalmente as de futebol:unidos, na busca de soluções para os nossos problemas!

Temos orgulho do passado histórico da nossa cidade. Mas isso só não nos basta. Temos também compromissos sérios para com os nossos filhos, netos e gerações vindouras!

Meditemos nisso!

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